
De feijoada a petiscos tipicamente brasileiros, vinhos da Ribera del Duero harmonizam com sabores do Brasil
Conhecida pela personalidade de seus vinhos, pela expressão da Tempranillo e por um terroir marcado por altitude, amplitude térmica e clima continental, a Ribera del Duero é uma das regiões vitivinícolas de maior identidade da Espanha.
Localizada ao longo do rio Duero, a denominação reúne rótulos de diferentes perfis, estilos e propostas, que oferecem muitas possibilidades para acompanhar uma gastronomia tão diversa quanto a brasileira, de preparações mais estruturadas a pratos do cotidiano.
A Tempranillo, principal uva da região, conhecida localmente como Tinta del País, é a base de grande parte da produção do país, e pode resultar em vinhos jovens, vibrantes e marcados pela fruta, ou em exemplares mais complexos, com notas provenientes da passagem por madeira. Essa diversidade permite harmonizações distintas, com petiscos, pizzas e carnes preparadas na brasa.
Os tintos jovens, com maior expressão de fruta e frescor, acompanham bem a informalidade dos petiscos brasileiros. Coxinhas, bolinhos de carne, linguiças e outras preparações fritas ou de sabor intenso encontram equilíbrio em vinhos cuja acidez ajuda a refrescar o paladar, enquanto a fruta acompanha os temperos e a crocância das preparações.
Quando a mesa pede mais intensidade, entram em cena os tintos com maior estrutura e passagem por madeira. É o caso de combinações com churrasco, em que a concentração do vinho acompanha a suculência da carne e os sabores defumados da brasa. Cortes bovinos mais intensos também podem se beneficiar de vinhos com taninos presentes, mas bem integrados, criando um contraponto à gordura e à textura da carne.
A feijoada pode ser explorada por diferentes caminhos: exemplares tintos de boa acidez e corpo médio ajudam a equilibrar a untuosidade do prato sem sobrepor seus sabores. A fruta característica da Tempranillo cria uma ponte interessante com o conjunto que compõe uma das receitas mais famosas da culinária brasileira.
A versatilidade dos tintos também se estende a outro prato amplamente consumido no Brasil: a pizza. Estilos mais jovens e frutados harmonizam com marguerita, por exemplo, e rótulos mais estruturados vão bem com calabresa, pepperoni, carnes e queijos curados. A acidez tem papel especialmente importante, contribuindo para equilibrar a gordura dos queijos e embutidos.
Mas a diversidade da Ribera del Duero não está restrita aos tintos. Os brancos e rosés são super indicados para preparações mais leves e descontraídas. Com frescor e perfil frutado, são o par perfeito para petiscos, embutidos, saladas e pratos que combinam diferentes texturas e temperos.
Variedade branca tradicional da denominação, a Albillo Mayor dá origem a vinhos frescos e delicados, e também de maior volume e complexidade. São uma excelente opção para acompanhar moquecas, equilibrando a cremosidade do leite de coco e a intensidade do azeite de dendê.
Os rosés, por sua vez, acrescentam uma combinação de frescor e fruta que dialoga com os temperos e ingredientes característicos do prato.
Constituída como Denominação de Origem em 1982, a Ribera del Duero reúne atualmente 27.470 hectares de vinhedos, 317 vinícolas e quase 5 mil viticultores. Sua grande protagonista é a uva Tempranillo (localmente chamada de Tinto Fino ou Tinta del País), que encontra na região uma de suas expressões mais distintas.
Foto: Copyright CRDO Ribera del Duero
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