
Festa gratuita no Bom Retiro: Casa do Povo realiza festa na rua com apresentações culturais, oficinas, feira, brincadeiras e almoço com 500 refeições gratuitas
Programação da festa ERUV será realizada na Rua Três Rios, durante todo o sábado, 22 de agosto, com abertura na sexta, 21 de agosto
Um convite a desacelerar na capital do movimento: nos dias 21 e 22 de agosto (sexta e sábado), um dos mais agitados centros comerciais, gastronômicos e culturais de São Paulo vai fazer uma pausa.
Quem convida a diminuir o ritmo é a Casa do Povo, que vai celebrar o Bom Retiro com a 5ª edição da festa ERUV, integralmente gratuita e aberta a todos. O encontro reúne as diferentes nacionalidades, tradições e expressões culturais, artísticas e esportivas que fazem do bairro um dos mais importantes e expressivos da capital paulista.
Uma programação diversificada vai ocupar a Rua Três Rios com apresentações musicais e de teatro, oficinas culturais e artesanais, feira, brincadeiras de rua, bingo e um almoço com 500 refeições gratuitas preparadas pela Ocupação 9 de Julho e pela cozinheira Graziela Tavares. O encerramento será com a Bateria da Gaviões da Fiel.
A Casa do Povo se une a uma ampla rede de iniciativas do Bom Retiro – de instituições culturais como o Sesc Bom Retiro, a Pinacoteca de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa e o Complexo Cultural Oswald de Andrade, além de escolas públicas, coletivos artísticos, grupos comunitários, comerciantes, artistas e moradores – para mudar temporariamente o ritmo frenético do dia a dia, com um evento que pensa o descanso de maneira compartilhada, coletiva e em forma de festa. A data da celebração, sempre em agosto, também comemora o aniversário da Casa do Povo, que chega aos 80 anos em 2026.
“No lugar de carros e passos apressados, durante o ERUV esse espaço de passagem vira espaço de encontro, de convivência e de compartilhamento. É um momento em que toda a profusão cultural do Bom Retiro se reúne e se entrelaça a partir do conceito do Eruv, que nos traz a oportunidade de transformar a rua em casa e de se relacionar com o bairro e com a vizinhança de forma mais consciente e profunda”, resume Caio Lescher, curador da Casa do Povo.
Eruv, em hebraico, significa mistura, e é um conceito do judaísmo que cria um espaço temporário nas ruas durante o shabat – o sábado, conhecido como o dia de descanso.
Programação transcultural
A abertura do ERUV será na sexta, dia 21 de agosto, às 17 horas, no SESC Bom Retiro, com a apresentação
musical de Guaraci Tupi, artista indígena da Tekoá Pakowaty. Às 19 horas, o público será convidado para um cortejo que seguirá até o Oswald de Andrade entoando músicas lentas de shabat e nigunim, marcando, simbolicamente, a entrada no dia do descanso e, literalmente, no território temporário do Eruv, cuja fronteira no bairro está no pontilhão da Rua Silva Pinto, por onde passará o cortejo.
No Oswald, a chegada será marcada por uma breve apresentação musical e um Kidush – refeição que marca o início do shabat – com sopa preparada pelo cozinheiro Arthur Salim.
No dia 22 de agosto, a programação na Rua Três Rios terá início às 9 horas com um café da manhã compartilhado e segue até as 19 horas com atividades como Bingo do Povo, Oficina de Postais do Bom Retiro, Feira de Economia Solidária e um Espaço de Brincadeiras de Rua
Das 13 às 15 horas, a Ocupação 9 de Julho e a cozinheira Graziela Tavares se juntam para o preparo de uma refeição coletiva para 500 pessoas. A receita tradicional do ERUV é o tcholent, uma feijoada judaica servida em versão vegetariana e com frango. A proposta é misturar as tradições brasileiras e judaicas de se comer feijoada aos sábados.
A rica programação na Rua Três Rios durante todo o sábado também contará com atividades promovidas por diversas iniciativas do bairro, com apresentações do Coral das Mães Coreanas, do Coral Tradição e da Associação Brasileira de Dança Tradicional Coreana. A festa também tem participação de artistas com as performances ‘Quadrilátero da Fragilidade’, de Caio Vrau, e Uma Hora para Dançar na Rua, de Eugênio Lima, uma oficina de dança com a coreógrafa Maria Noujaim, um ensaio fotográfico de Luiza Sigulem e a obra interativa Massagem Social, de Gui Teixeira
Dentro da Casa do Povo serão realizadas oficina de pães, badminton, roda de conversa sobre as novas coleções de livros em ídiche na Casa do Povo, o lançamento do livro ‘Documentos Populares e Arquivos de Movimentos Sociais’, de Jean Camoleze, além de uma exposição sobre a memória da Favela do Moinho, conhecida como última favela do centro de São Paulo.
O encerramento do ERUV traz um tom bem brasileiro à festa, com apresentação da Bateria da Gaviões da Fiel, às 19 horas.
A programação completa segue abaixo, após as informações de serviço.
Sobre a Casa do Povo
A Casa do Povo é um centro cultural que revisita e reinventa as noções de cultura, comunidade e memória. Fundada a partir de uma associação cultural sem fins lucrativos logo após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, foi erguida por parcela da comunidade judaica então chamada de “progressista”, originária da Europa Oriental, politicamente engajada e instalada majoritariamente no bairro do Bom Retiro. Habitada por uma dezena de grupos, movimentos e coletivos, alguns há décadas e outros mais recentes, a Casa do Povo atua no campo expandido da cultura. Sua programação transdisciplinar, processual e engajada entende a arte como ferramenta crítica dentro de um processo de transformação social. Sem grade fixa de programação e com horários flexíveis, a Casa do Povo se adapta às necessidades de cada projeto, de forma a atender tanto associações do bairro quanto propostas artísticas fora dos padrões. Seus eixos de trabalho (memória, práticas coletivas, diálogo e envolvimento com o seu entorno) são pensados a partir do contexto contemporâneo em relação direta com suas premissas históricas, judaicas e humanistas.
SERVIÇO
ERUV 2026 | Dias 21 e 22 de agosto
Evento gratuito, aberto ao público
Dia 21 de agosto, das 18 às 22 horas
Local: SESC Bom Retiro [Al. Nothmann, 185 – Campos Elíseos] – depois da abertura no SESC Bom Retiro, um cortejo seguirá para o Complexo Cultural Oswald de Andrade
Dia 22 de agosto, das 9 às 20 horas
Local: Casa do Povo [Rua Três Rios, 252 – Bom Retiro]
info@casadopovo.org.br | (11) 95309-4766
casadopovo.org.br | @_casadopovo
PROGRAMAÇÃO ERUV 2026
DIA 21 DE AGOSTO, SEXTA-FEIRA
SESC BOM RETIRO
18h: Awá Dipoká – Guerreiro da Lança [Programação em parceria com o Sesc Bom Retiro]
O show Awá Dipoká – Guerreiro da Lança é uma experiência artística que conecta música, ancestralidade e espiritualidade, conduzida pelo artista indígena Guaraci Tupi, da Tekoá Pakowaty (Terra Indígena Bananal, em Peruíbe-SP). Por meio de composições autorais, ritmos tradicionais, cantos sagrados e rezos de cura, Guaraci une os saberes originários à cena contemporânea. Uma apresentação viva que transforma a escuta do território em resistência, memória e celebração da cultura indígena.
SAÍDA DO SESC BOM RETIRO, CHEGADA NO EDIFÍCIO OSWALD DE ANDRADE
19h: Cortejo – Bloco Klezmer [Programação em parceria com o Sesc Bom Retiro]
O Bloco Klezmer do Bom Retiro é formado por um coletivo de músicos klezmer e artistas ídiches, Entre metais, sopros, percussões e sanfonas, o bloco combina ritmos tradicionais do klezmer com a folia carnavalesca e a música popular brasileira. Nesse cortejo performático, a proposta é percorrer as ruas do Bom Retiro com músicas lentas, ritualizando a entrada no dia do descanso e do início do ERUV. O cortejo acontece pela rua até o Edifício Oswald de Andrade.
– 20h às 21h30: Kidush – performance e refeição coletiva após a chegada do cortejo. O público será acolhido no jardim do Edifício Oswald de Andrade para celebrar a entrada no descanso e compartilhará uma sopa quentinha preparada pelo cozinheiro Arthur Salim.
DIA 22 DE AGOSTO, SÁBADO
RUA TRÊS RIOS – LOCAL DE REFERÊNCIA: CASA DO POVO
– 10 às 19h: Exposição e documentário – Favela do Moinho
1º andar da Casa do Povo
A Favela do Moinho, última favela do centro de São Paulo, vive um intenso processo de remoções e resistência. No ERUV, o Centro de Memória e Resistência da Favela do Moinho apresenta uma exposição sobre a história, a luta e o cotidiano da comunidade, afirmando a importância de preservar sua memória e seu direito à cidade. A atividade inclui ainda a exibição do documentário produzido por Caio Castor e Gabi Moncau.
*16h30: Exibição do documentário Moinho de Gente: A Expulsão da Última Favela do Centro de São Paulo
*17h30: Roda de conversa sobre a exposição e documentário
– 10 às 11h30: Reparo de Roupas — Flor de Kantuta
1º andar da Casa do Povo
Sabe aquela calça que você comprou e nunca fez a barra? O casaco favorito que deu uma rasgadinha? O vestido que precisa de um reforço de costura que você jura que vai fazer, mas nunca faz? Seus problemas acabaram! O grupo estará no ateliê ao longo da tarde para fazer, por doações a partir de 20 reais, esses pequenos consertos que salvam um guarda-roupa.
– 10h às 11h: Bicilenta – Ciclo Centro SP
Rua Três Rios
Uma corrida leeeeeenta! A BiciLenta chega à sua terceira edição no ERUV com a mesma proposta de desacelerar ao máximo. Com uma emocionante narração ao vivo, quem ganha a disputa (e os prêmios!) é quem chega por último nesta corrida invertida. A atividade é organizada pelo Ciclo Centro SP, coletivo cicloativista que incentiva a mobilidade ativa de bike e outras rodinhas no centro da cidade. Os prêmios são oferecidos por parceiros do bairro.
– 10h às 12h: Como cuidar da memória de um bairro? – Coletivo Bom Retiro é o Mundo
Rua Três Rios
O coletivo instala um ateliê móvel na rua para reunir cartas, sussurros, objetos, jogos e pequenas histórias inspiradas pelo território. Entre exercícios de imaginação e escuta, a atividade convida moradores e visitantes a criar um arquivo afetivo do Bom Retiro, revelando que um bairro também é feito das lembranças, dos vínculos e das narrativas compartilhadas por quem o habita.
– 10h às 12h30: #SPTERRAINDIGENA Causando na calçada: Artistas pelo clima – Brisa Flow, Chirley Pankará, Ian Wapichana
Rua Três Rios, em frente ao Extra
#SPTERRAINDIGENA é um agrupamento de artistas que promove itinerâncias de ações para visibilizar a presença e a permanência de todos os povos. O projeto promove a partilha de experiências, saberes e imaginários em torno da Terra Indígena e da Arte Indígena Contemporânea. Para o Eruv, vão montar um varal com obras realizadas anteriormente no Parquinho Gráfico e hastear nossa bandeira antibandeirante. Também vão compartilhar práticas de pintura em diferentes materiais, distribuir terra adubada e biofertilizante e, para abrir alas ao almoço, puxarão o canto de um toré.
– 10h às 13h: Postais do Bom Retiro – Arquivo Histórico Municipal
Rua Três Rios, em frente à Melody Tecidos
Uma oficina para enviar cartões postais com imagens históricas do bairro encontradas no Arquivo Histórico Municipal, que fica Praça Coronel Fernando Prestes. Os participantes poderão escolher suas imagens favoritas, escrever mensagens e o AHM organiza o envio pelo correio.
– 10h às 18h: Massagem Social, 2022 – Gui Teixeira e Pinacoteca de São Paulo
Rua Três Rios, em frente ao Extra
O artista Gui Teixeira tem uma pesquisa que se concentra na criação de dispositivos participativos que investigam as relações entre corpo, espaço, construção coletiva e aprendizagem pela experiência. No ERUV, ele apresenta o trabalho inspirado no exercício do círculo de massagem proposto por Augusto Boal no livro 200 Exercícios e Jogos para o Ator e o Não Ator com Vontade de Dizer Algo através do Teatro (1978). A escultura é composta por dez cadeiras de massagem rápida dispostas em círculo, convidando o público a oferecer e receber massagens.
– 10h às 18h: Zona de cochilo autônoma
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
Na rua, um espaço para cochilar desacelera o fluxo de pessoas e proporciona um momento de descanso compartilhado. Alguns tapetes, um pouco de sombra e uma divisão sutil criam um “dentro” no meio do “fora”. Os corpos deitados compõem uma presença coletiva. O ritmo se acalma, os gestos desaceleram e os olhares se fixam. Cada respiração abre uma pequena brecha na insônia gerencial. A rua se torna um local de circulação, mas também de descanso e de atenção compartilhada. Dormir juntos, mesmo que por alguns minutos, afirma o direito ao descanso e ao silêncio. Aqui, a cidade descobre outro ritmo, o de uma ternura pública e de uma pausa coletiva.
– 10h30 às 11h30: Falas do Corpo – Museu da Língua Portuguesa
Rua Três Rios, em frente à Melody Tecidos
O projeto Falas do Corpo vai de encontro a um dos objetivos do Museu da Língua Portuguesa, que é garantir uma vida mais saudável e promover o bem-estar para todas as pessoas. Com aulas de yoga, alongamento, funcional e dança, o convite está feito para todo mundo mexer o corpo, cuidar da saúde e trocar boas energias, inclusive a galera da melhor idade.
– 10h30 às 12h: Oficina para crianças – EcoEcho
Rua Três Rios, em frente ao Extra
Durante a oficina, as crianças vão estampar juntas um longo tecido, que ficará estendido na rua. As cores da atividade virão de tinturas feitas com especiarias marcantes das culinárias do bairro – como gochujang, locoto, sumagre e endro. Essas tintas serão combinadas com carimbos naturais, feitos com legumes de mercados locais e folhas colhidas no próprio jardim da Casa do Povo. A ideia é criar juntos um arquivo dos aromas, sabores e trajetórias que convivem no Bom Retiro, registrados diretamente no pano.
– 10h30 às 13h: Fotografia, Jeito de Corpo – Luiza Sigulem
O projeto acontece com base em fotografias produzidas em avenidas, praças, parques, estações de ônibus e metrô, lugares de grande circulação da cidade de São Paulo que a artista, que possui mobilidade reduzida, consegue acessar com sua cadeira de rodas. Nestes espaços é montado um fundo infinito (dois tripés e um tecido) de 1,40m x 1,70m, e são convidadas, ao acaso, pessoas que estejam circulando pelo local a posarem para o trabalho. Caso aceitem o convite, devem tentar “adaptar-se” ao espaço do fundo infinito, aproximando-se, assim, da altura da artista na cadeira de rodas.
– 10h30 às 13h30: Oficina de Pão – Arthur Salim
Casa do Povo, 2º Andar
Oficina para aprender como fazer a Chalá, pão tradicional judaico. Os participantes vão colocar a mão na massa e podem levar o pão para casa.
– 11h às 12h: Projeto Observe – Vanessa Joda (Yoga para Todes) e Marcos Felinto
3° andar da Casa do Povo
No Projeto Observe, tecnologias ancestrais (yoga e música) e contemporâneas (rádio transmissão) se cruzam para promover experiências profundas e sensíveis de percepção do corpo e dos sentidos. A partir do uso de um fone e um transmissor de rádio, por onde se ouvem a voz de Vanessa e os sons de Felinto, a proposta é construir um espaço particular imerso em uma experiência coletiva para mudar de frequência.
– 11h às 12h30: DESCANSAR – Caia Gusmão, Sala Projetos e Tamara Crespin
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo (ponto de partida e chegada)
Em DESCANSAR, a artista Caia Gusmão Ferrer, convida o público a desacelerar e experimentar a caminhada como gesto poético, prática de escuta e ato de cuidado. Em quatro saídas, pequenos grupos transformam o deslocamento cotidiano pelo Bom Retiro em uma experiência coletiva de presença, trocando também ideias sobre o esgotamento no mundo contemporâneo, o descanso e outras formas de habitar a cidade. A atividade é uma proposta da Sala Projetos, espaço independente de encontros e performance no Bom Retiro programado por Tamara Crespin.
– 11h às 12h30: Trupe Ídiche e as novas coleções da Casa Biblioteca da Casa do Povo
A trupe ídiche conversa com Henri Acselrad sobre a coleção de livros em ídiche da Associação Scholem Aleichem (ASA), do Rio de Janeiro. Os livros foram recentemente doados por Henri à Casa do Povo e fazem parte deste que é o maior acervo ídiche do Brasil.
– 11h às 13h: Bingo do Povo
Rua Três Rios, em frente a Casa do Povo
Todo ano tem bingo no aniversário da Casa do Povo, e a tradição agora faz parte do ERUV também! Nos últimos anos, tem acontecido na rua mesmo, e reúne incríveis prêmios de parceiros do território para celebrar o bairro do Bom Retiro e a Casa.
– 11h às 16h: Badminton
[Programação em parceria com o Sesc Bom Retiro]
Venha conhecer este esporte que é muito praticado em praças e parques do bairro. A atividade é mediada por educadores do Sesc Bom Retiro.
– 11h às 16h: Espaço de Brincadeiras – Emei Alceu Maynard e Sesc Bom Retiro
Rua Três Rios, em frente ao Extra – [Programação em parceria com o Sesc Bom Retiro]
A rua também é lugar de brincadeira! O ERUV também tem uma programação dedicada às brincadeiras ao ar livre tão comuns nos bairros, como amarelinha, bambolê, corda, bola de sabão e outros jogos.
– 11h às 17h: Estação de reparo e manutenção de bicicletas – Oficina Mão na Roda
Rua Três Rios, em frente ao Uri Omma Kimchi
Você tem uma bicicleta precisando de reparos? Pedala muito e quer ter mais autonomia para arrumar o que quebra no caminho? Traga sua bike para o ERUV! Quem estará por aqui te esperando é a Oficina Mão na Roda, espaço comunitário auto-organizado por voluntários que funciona no CCSP, traz suas ferramentas e orientações para ensinar ciclistas a fazerem a manutenção nas próprias bicicletas. [Com intervalo entre 13h e 14h].
– 11h às 17h: Feirinha de economia solidária
Rua Três Rios, em frente ao Uri Omma Kimchi
Espaço que funciona ao longo do dia todo e reúne pequenos produtores de artesanato, comida, orgânicos e papelaria. Com Grupo Flor de Kantuta, Grupo Autônomas do Bom Retiro o Cerzindo, Projeto TEAR, Programa ITCP/USP, Coletivo AINNE e outros.
– 12h30 às 13h30: Oficina de Dança Klezmer – Fernanda Sardas e Alex Parke, do Bloco Klezmer
Rua Três Rios, em frente ao Extra
Um mergulho nas tradições de dança ídiche do Leste Europeu, explorando o universo cultural que deu origem às práticas de dança das comunidades judaicas asquenazes do Leste Europeu, diretamente ligadas aos diferentes gêneros da música klezmer, como o Bulgar, o Husidl e a Hora. Os participantes conhecerão diferentes gêneros de dança, suas formas de organização (em roda, em pares, em grupo e solo) e experimentarão a relação entre música e movimento. Não é necessário ter experiência prévia.
– 13h às 15h: Almoço – Ocupação 9 de Julho e Graziela Tavares
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
O almoço é o centro da festa, e é o alimento que instaura o Eruv: quando o compartilhamos, estabelecemos um território comum. A Ocupação 9 de Julho e a cozinheira Graziela Tavares se juntam mais uma vez para o preparo de uma refeição coletiva para 500 pessoas. Sábado é dia de comer feijoada, então a receita servida continua sendo o tradicional tcholent, uma espécie de feijoada judaica. A refeição é servida em versão vegetariana e com frango.
– 13h30 às 16h30: Raízes do Brincar: Vivência coletiva com brinquedos e brincadeiras populares – Cia Charis
Rua Três Rios, em frente ao Extra [Programação em parceria com o Sesc Bom Retiro]
Raízes do Brincar é uma proposta de vivência cultural e itinerante voltada para crianças, famílias e público espontâneo. A ação é conduzida pela Cia Charis e parte de um carrinho móvel cheio de brinquedos tradicionais da cultura popular e convida o público para um encontro vivo com diversas brincadeiras, como ioiô, corda, vai e vem e outros elementos de mediação, como saia gigante, que transformam o espaço em lugar de encontro e imaginação.
– 14h às 15h: Jogo de Dança e Teia dos Bichos – Maria Noujaim, Campo Escola de Movimento e Emei Alceu Maynard
Rua Três Rios, em frente ao Extra
Um convite para crianças e famílias experimentarem a dança como espaço de imaginação e criação coletiva. Na oficina Jogo de Dança, conduzida pela artista, educadora e coreógrafa Maria Noujaim, um baralho de cartas propõe combinações de movimentos para inventar corpos, seres fantásticos e paisagens imaginárias. Em seguida, acontece uma apresentação de Teia dos Bichos, criação coreográfica desenvolvida pela artista junto à crianças da EMEI Prof. Alceu Maynard de Araújo como resultado do projeto Dança nas Escolas, realizado ao longo de três meses no Bom Retiro.
– 14h às 15h: Oficina de Tullmas – Rede Warmis
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
As tullmas são adornos tradicionais usados nos cabelos por mulheres andinas, confeccionados à mão com lã de ovelha ou de lhama. Seus pompons coloridos fazem parte da identidade cultural dos povos dos Andes e estão presentes em celebrações, danças e festas agropastoris, como os Floreos de Lhamas, especialmente no período do carnaval. Nesta oficina, será apresentado um pouco dessa tradição e os participantes poderão confeccionar tullmas de forma coletiva. Haverá material disponível, mas, se quiser, traga lã colorida para compartilhar.
– 14h às 15h: Roda de Choro – Consulado do Choro
Rua Três Rios, em frente da Casa do Povo
A tradicional roda de choro da Luz, região que conta com uma pulsante vida musical desde a origem do samba até os dias de hoje, vem ao ERUV. O Consulado do Choro está presente por lá há mais de quarenta anos e reúne chorões, boa música e um leque imenso de histórias que atravessam a história do bairro.
– 15h às 16h: Bom Retiro em Peças – Escola de Arte Jayu
Rua Três Rios, em frente ao Extra
Este espaço de criatividade e expressão que funciona no Bom Retiro apresenta uma oficina lúdica voltada para o público infantil. Na atividade, as crianças são convidadas a ilustrar o que há de mais significativo para elas no bairro: seus lugares favoritos, sabores, cores ou memórias afetivas. Ao transformarem seus desenhos em quebra-cabeças artesanais, elas reconstroem, peça por peça, sua própria história e sua relação de pertencimento com esse território.
– 15 às 16h: Documentos Populares e Arquivos de Movimentos Sociais – Jean Camoleze
Neste livro, Jean Camoleze investiga a constituição dos documentos populares e dos arquivos produzidos por movimentos sociais, analisando suas especificidades, seus processos de formação e seu papel na construção da memória coletiva. A partir de uma sólida fundamentação teórica, articulada à experiência prática junto a arquivos comunitários e populares, a obra propõe uma leitura crítica da Arquivologia contemporânea, aproximando-a das demandas por justiça social, participação democrática e direito à memória.
– 15h às 17h: Chaveiros de Llama – Flor de Kantuta
A atividade ensina uma técnica manual conectada aos saberes ancestrais andinos e promove o reaproveitamento de materiais têxteis. Venha costurar histórias, conhecer a cultura boliviana e levar para casa um símbolo de proteção e ancestralidade!
– 15h às 17h: Roda de Código
Casa do Povo, 3º andar
Roda de Código é um coletivo artístico focado em arte algorítmica, com ênfase em live-coding, a prática de criar música, imagens, dança, poesia e muito mais a partir da escrita de código em tempo real. Nas sessões, participantes desenvolvem códigos em um ambiente compartilhado, permitindo intervenções mútuas nos códigos uns dos outros, que se expandem para os corpos através da dança.
– 15h às 17h: Simultânea de Xadrez com o MI Jefferson Pelikian – Clube de Xadrez Três Rios e Escola de Xadrez França Garcia
Rua Três Rios, em frente à Melody Tecidos
Para algumas pessoas do bairro, o ERUV ficou conhecido como a festa do xadrez. E não é por menos: a cada edição, o Clube de Xadrez Três Rios, que se reúne semanalmente na Casa do Povo, se une à APM da Escola de Xadrez França Garcia e propõe uma simultânea no meio da rua com um mestre convidado. Desta vez, o Mestre Internacional Jefferson Pelikian enfrentará até 25 oponentes ao mesmo tempo. Em outras edições, já recebemos Juliana Terão, Renato Quintiliano e Wagner Madeira.
– 15h às 17h: Estação Gráfica – Parquinho Gráfico
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
Estação de produção de estampas em tecido com palavras e imagens que compõem o Parquinho Gráfico, no esquema faça-você-mesme. Distribuiremos panos de prato e você pode trazer sua própria camiseta para estampar!
– 15h30 às 16h: Apresentação – Associação Brasileira de Dança Tradicional Coreana
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
Apresentação de danças tradicionais coreanas, como Salmonori e dança de leques. A associação tem suas atividades estabelecidas no bairro do Bom Retiro desde o início do seu projeto, há aproximadamente uma década.
– 15h às 16h30: De quem é a escola pública, afinal? – Emei Alceu Maynard de Araújo e convidados
Você já parou pra pensar em quantas creches e escolas ao seu redor não são mais geridas pelo poder público, mas por OSs, ONGs e empresas que lucram com a educação das nossas crianças? A precarização não é um acidente: é projeto. Salas superlotadas, professoras terceirizadas sem estabilidade, merenda cortada, prédios sucateados. Tudo isso enquanto se fala em “eficiência” e “parceria”. Convidamos você para uma roda de conversa para desnaturalizar esse discurso e pensar juntos: de quem é a escola pública, afinal? Vamos ocupar esse espaço de fala, trocar experiências e construir resistência coletiva contra o desmonte da educação em São Paulo.
– 15h30 às 17h30: Música andina com Lakitas Sinchi Wamis
Concentração: 15h30 na Praça Coronel Fernando Prestes
Cortejo: 17h30, em direção à Casa do Povo
Venha caminhar, tocar, ouvir e celebrar conosco a força da música andina, da cultura e da organização das mulheres imigrantes! Lakitas Sinchi Warmis é um grupo de música andina formado por mulheres imigrantes e filhas de imigrantes que fortalecem suas culturas por meio da música tradicional andina. É uma Frente de Ação da Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas, comunidade de mulheres imigrantes que atua pela melhoria das condições de vida das imigrantes em São Paulo.
– 16h às 16h30: Canções em ídiche – Coral Tradição
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
Algumas vezes, basta ter uma música na ponta da língua para criar um mundo. O Coral Tradição canta exclusivamente em ídiche, língua da diáspora judaica do leste europeu, e desenvolve suas atividades na Casa do Povo desde 1988. O grupo é regido pela maestrina Hugueta Sendacz, que completa 100 anos em outubro de 2026.
– 16h30 às 17h: Canções em coreano – Coral das Mães Coreanas
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
O Coral é integrante do Povo da Casa e ensaia por aqui toda segunda-feira. No Eruv, apresenta uma seleção de canções de seu repertório em coreano. O grupo é conduzido pelo maestro Samuel Kim e tem Shin Ja Kim ao piano.
– 16h30 às 17h30: Lutas de Boxe – Boxe Autônomo
Casa do Povo, 3º andar
Confira um sparring entre os atletas do Boxe Autônomo e outros talentos do boxe brasileiro.
– 16h30 às 17h30: Circo Luz
Rua Três Rios, em frente ao Extra
Localizado no Bom Retiro e gerido pelo Instituto Luz, o Circo Luz é o mais novo circo público e equipamento cultural da cidade de São Paulo. No ERUV, o novo vizinho ocupa a rua com palhaçaria, música ao vivo e improvisação. Os artistas transformam a Três Rios em um picadeiro a céu aberto, convidando crianças e adultos a participar de jogos, demonstrações circenses e momentos de criação coletiva.
– 16h30 às 17h30: Gamão – Prato Grego
Rua Três Rios, em frente ao Extra
O tradicional restaurante Prato Grego, localizado no Conjunto Comercial do Bom Retiro, convida o público para uma jogatina de gamão. O restaurante já sediou vários encontros desse jogo em sua sede e agora leva à prática à rua. O gamão é um jogo milenar para dois jogadores, muito popular em diversas culturas principalmente no Oriente Médio e no Mediterrâneo.
– 17h30 às 18h30: Quadrilátero da Fragilidade – Performance de Caio Vrau, organizada pelo Boxe Autônomo
3º andar da Casa do Povo
Uma peça na qual o artista convida um boxeador profissional para lutar, e durante o combate, discutem sobre a fragilidade enquanto trocam socos. A ação propõe que os dois participantes, Caio Vrau e Boxeador Profissional, enfrentam seus medos, expectativas e silêncios, transformando essa luta em um encontro simbólico, onde as palavras se tornam golpes e a fragilidade se converte em força. Direção e dramaturgia: Caio Vrau e Mariana Gil Rios. Treinador: Michel “Micha” Soares.
– 18h às 18h30: Canções do Altiplano boliviano – Comunidad Autóctona Vientos del Ande
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
A Comunidad Autóctona Vientos del Ande é composta por imigrantes andinos e seus descendentes, que buscam manter viva e fortalecer sua identidade cultural por meio da música e da dança. Nesta apresentação, o grupo traz um repertório inspirado na tradição dos sikuris de Italaque, do Altiplano boliviano. O jacha siku (siku maior) e o bombo são instrumentos centrais que marcam a sonoridade de Italaque, presentes em celebrações e encontros comunitários ligados ao calendário agrícola e ritual. Associados tradicionalmente ao período seco, os conjuntos de sikuris acompanham momentos de festividade e práticas rituais, onde a música participa das relações de reciprocidade e da vida comunitária. Nessa prática, a melodia nasce do diálogo entre diferentes músicos, revelando uma forma coletiva de fazer música baseada na complementaridade.
– 18h30 às 19h30: 1 hora para Dançar na Rua – Eugênio Lima
Rua Três Rios, em frente à Casa do Povo
Uma performance que transforma um trecho da Rua Três Rios em pista de dança por sessenta minutos. Entre a montagem e a desmontagem da pista, que também fazem parte da obra, um cronômetro marca o tempo, uma sirene anuncia o início e o fim da ação, e o convite é simples: dançar do seu jeito. Reconhecido por uma trajetória que articula música, teatro, literatura e pensamento crítico, Eugênio propõe uma experiência em que a celebração se torna uma forma de ocupar o espaço público. Em diálogo com o espírito do ERUV, a performance reivindica que dançar e celebrar também podem ser gestos políticos.
– 19h30: Bateria Ritimão – Gaviões da Fiel
Esse a gente já sabe, né? Por mais um ano, nossa vizinha Gaviões encerra o ERUV subindo o ritmo, com uma apresentação especial da bateria Ritimão.
Programação CultSP Pro
Atividades que acontecem no Complexo Cultural Oswald de Andrade
– 9h às 15h: Feira de Inclusão Produtiva
Feira da Fundação Porta Aberta, que promove a qualificação profissional para a reinserção social e produtiva de pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social, em especial, as que estão em tratamento do uso nocivo de álcool e outras drogas.
– 10h30 às 12h: Aula aberta de Tai Chi Chuan: Corpo, Cultura e Conhecimento
O Tai Chi Chuan é uma arte corporal chinesa que reúne movimento, filosofia e tradição. Criado como arte marcial, tornou-se ao longo dos séculos uma prática reconhecida por desenvolver equilíbrio, coordenação, consciência corporal e qualidade de vida, sem perder sua essência marcial e seu profundo vínculo com a cultura chinesa. Nesta aula, os participantes terão uma vivência prática dos fundamentos do Taijiquan da família Chen, a linhagem mais antiga da modalidade. A proposta combina exercícios de alinhamento corporal, respiração, deslocamentos e movimentos.
– 10h às 18h Exposição: Mergulhadoras de Jeju: patrimônio em profundidade
Nas águas que cercam a Ilha de Jeju, na Coreia do Sul, as Jeju Haenyeo – “mulheres do mar” em coreano – mergulham sem equipamentos de respiração, guiadas por conhecimentos ancestrais e por uma técnica de respiração singular, extraindo o seu sustento e de suas famílias, preservando o ecossistema marinho por meio de um sistema de colheita sustentável. Por meio de fotografia e vídeo, essa exposição convida o público a conhecer esse modo de vida singular, refletindo sobre a preservação dos patrimônios culturais vivos e sobre as relações entre natureza, tradição e identidade.
– 11h: Abertura da exposição Maternidade Negra à Luz
– 12h às 13h: Conversa e visita guiada com a artista Lubiana Prates e a curadora Renata Felinto
Projeto fotográfico que apresenta retratos de mães negras e seus filhos, questiona estereótipos históricos e propõe outras formas de ver e representar a maternidade negra contemporânea. Idealizado pela artista visual e escritora Lubi Prates, com curadoria da pesquisadora e artista Renata Felinto. A mostra reúne cerca de 50 fotografias que propõem uma ruptura com os modelos visuais que, por séculos, reduziram mulheres negras a papéis subalternizados.
– 13h: Documentário Haenyeo – A Força do Mar
O premiado fotógrafo brasileiro Luciano Candisani embarca em uma nova jornada, interessado pela história de um grupo de mulheres que vivem do mar. Ele vai retratar o trabalho diário dessas heroínas e trazer a consciência para uma necessidade vital dos tempos modernos: a sustentabilidade. Candisani parte para uma ilha na Coréia do Sul chamada Jeju, onde ele encontra as Haenyeos, as mulheres do mar.
– 15h: Mulheres na rua: caminhar para transformar – Coletivo Mulheres e a Cidade Fachada
Nesta roda de conversa, vamos percorrer a história de como as mulheres conquistaram e ainda conquistam seu lugar nos espaços públicos, passando pelos desafios que insistem em nos lembrar que segurança, representatividade e liberdade de ir e vir ainda são pautas em disputa. Mas mais do que revisitar o passado, a proposta é entender o caminhar como gesto inspirador e transformador: um ato individual que, multiplicado, vira movimento coletivo capaz de reescrever a cidade.
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